segunda-feira, 25 de abril de 2011
Em casa com pouco pão todos discutem...
Em casa onde há pouco pão, todos discutem e ninguém tem razão...
Assim parece este país. Procuram-se agora as razões pelas quais um país com mais de 800 anos de história, como Portugal, e tantas potencialidades, se encontra no estado em que está, e ninguém parece ter coragem de dizer o que se tem de dizer. Quiseram construir auto-estradas quando precisamos de estradas, quiseram estádios de futebol quando precisamos de escolas e universidades, e os políticos em vez de governar deram ao povo aquilo que ele queria, pão (subsídios) e circo (bola). Não me quero fazer mais que os outros, e refiro que os meus pais pensam da mesma maneira, mas a bola a mim nunca me seduziu, nunca passou do prazer de chutar uma bola com amigos num dia quente de Verão, e sentir a adrenalina de defender um remate ou marcar um golo. Para mim sempre foi alegria, nunca paixão, nem tampouco fanatismo, e ultimamente criei um ódio às notícias que se focam exclusivamente na bola e nas palhaçadas dos demagogocratas que nos governam.
Pedem sacrifícios, mas enquanto cortam nos salários de quem trabalha, porque na Função Pública trabalha-se, renovam frotas de carros e abotoam-se com mil e uma desculpas para obterem lucros e favores. Invocam 25´s de Abris quando na verdade, visto pela história, não passa de uma data no calendário, de mais um exemplo do fanatismo e da estupidez, conversas de pseudo-revolucionários, filhos e sobrinhos de leais apoiantes do Regime que se limitaram a substituir os papás no governo deste país.
E quem trabalha, quem fala no café, não se queixa, engole as palavras em cobardia, quando deveria expressar a sua vontade nas eleições, nas cartas aos políticos, aos deputados, aos agentes políticos, e recusando-se em participar na palhaçada diária que são os Media neste país.
Portugal está pior que os EUA, é uma colóniazinha, que até já foi ocupada pelo exército invasor que é o FMI. E a esquerda e a direita, os segundos por omissão e os primeiros porque f*deram este país com as nacionalizações selvagens e políticas de m*rda depois do 25 de Abril, agora fazem-se de nacionalistas, quando na verdade estão, uma vez mais, a saltar para tacho. Digo sem medo, sou um cidadão de Portugal, denuncio os políticos deste país como incompetentes, que enchem o aparelho do Estado com boys, quando na verdade nós precisamos é de gente nas esquadras de polícia, nos Tribunais (sim, com capitais, é um órgão de soberania), nos hospitais, nas políticas de proximidade. Não precisamos nem queremos mil e um funcionários enfiados em lugares políticos nas Câmaras, nas empresas "públicas", que não passam de máscaras convenientes para esconder os lugares que se reservam para os políticos. Empresas públicas que dão sempre prejuízo, de uma maneira ou de outra, e que substituiem trabalho que deveria ser feito pelo Estado. Os nossos impostos, de todos, até dos funcionários públicos, porque há aqueles que trabalham, e digo-o por experiência própria, porque quando trabalho, dou 110 %, deveriam pagar estradas, pontes, ferrovias e o minímo necessário para uma sociedade funcionar.
Se os serviços dão prejuízo, concentrem-nos, não criem empresas "públicas", nem "institutos", ou descendentes, façam como no resto do mundo, nos locais pequenos, concentrem o médico, os correios, o que for necessário, nas Juntas de Freguesia, de modo a que os serviços estejam à disposição de todos os cidadãos, e não apenas daqueles que tem a sorte, ou azar, de residir ns grandes centros urbanos.
Criem meios para as pessoas poderem educar-se convenientemente, o ensino à distância é mais eficaz e correcto que andarem para ai a justificar os conhecimentos de alguém para darem o 12.º ano a quem fez a quarta classe. Promover este tipo de especialização, que obriga a um maior rigor de como as matérias são ensinadas aos discentes é muito mais correcto do que tentar criar números artificiais de educação, de tentar tapar o Sol com uma peneira dizendo que X% da população tem um nível de educação quando na verdade não o tem. E falar da qualidade de ensino nas escolas é abrir uma caixa de porcaria que não acaba nunca. As nossas escolas são, e sempre foram, ineficazes e incapazes de educar, por MUITA culpa dos pais que julgam que é a escola que educa os filhos DELES e não eles próprios, que se divorciam dessa responsabilidade.
É incrível que andem a falar de coisas que não interessam ao país e quando falam daquelas que nos interessam, fazem espetáculos de cores e desinformação que não informa, e depois enfiam meia dúzia de futilidades, de casamentos reais de gente que não interessa, e de bola, para encherem chouriços na televisão.
O facto é que o déficit está no aparelho político, nas chamadas parcerias público privadas, que são, na verdade, parcerias em que o Estado, ou seja, nós, paga TUDO e os privados que fazem o trabalho só tem os lucros, resumindo, lucros para os privados, custos para o Estado. O Estado tem de fazer render o seu trabalho, tem de ser ágil e competitivo, e as privatizações não resolvem nada, porque são mal feitas e o Estado privatiza aquilo que dá lucro, e fica com o que dá prejuízo.
O nosso déficit são os deputados e todo o aparelho que está por detrás deles, os milhares a receber e a gastar, não são os Serviços de Saúde, Justiça e Segurança Social, porque estes últimos, são obrigações do Estado e os políticos, recebem bem demais e são demais.
Se recebem mais não tem de ter batatinhas, não lhes temos de pagar viagens a Bruxelas, se são deputados na União Europeia e assim recebem, então que paguem as viagens do seu salário. Um político só tem de receber em actos de Estado, e ainda assim deve usar os meios do Estado, deve usar carros das forças policiais, por exemplo, e ficar em instalações das Autarquias, por exemplo. Não temos obrigação, que não seja aquela do respeito e de ouvir, de pagar reformas milionárias e mordomias a ex-chefes de estado e políticos, as reformas devem ter um tecto máximo e um mínimo, que deverá ser aquele do ordenado mínimo nacional, minimo considerado para alguém viver de forma condigna. Os detidos tem de ver os seus direitos respeitados, mas tem, em contrapartida, de pagar a sua dívida para com a sociedade, e trabalhar se for necessário, para pagar a dormida e a comida. Os presos deveriam limpar florestas e estradas, recebendo salário, evidentemente, ao qual se retiraria os custos da sua estadia forçada, isso daria a essas pessoas um sentimento de justiça, de que estão lá dentro, mas ainda são cidadãos, que merecem o nosso respeito, independentemente daquilo que os colocou naquele local, e quando sairem, ninguém lhes poderá dizer que "estiveram lá dentro a viver às nossas custas"...
Dar dignidade aos cargos políticos, dar-lhe sentido de missão, promover o consumo e produção dos nossos produtos, com isenções, com melhores vias de comunicação, com o que for necessário, respeitar os funcionários públicos, os juízes, os polícias, aqueles que trabalham para o nosso bem estar, e denunciar aqueles que não desempenham bem o seu cargo. E não nos podemos arrogar direitos sem cumprir os nossos deveres, temos de nos por no lugar do outro, temos de tentar conseguir um meio termo, saber porquê as coisas são de uma determinada maneira, porque é que são necessários determinados procedimentos. E se achar-mos que algo deve mudar, temos de obrigar os políticos a mudar, eles tem de ouvir o povo, tem de ser menos e melhores. Um político tem de ser obrigado, moralmente, a só desempenhar o seu trabalho, quem recebe mais de 4000 € mensais não se pode queixar, tem de dar graças a Deus, e tem, certamente, dinheiro para a gasolina, e para as passagens de avião. Se quiser fazer vida de rei, então que faça outra coisa, que trabalhe como um escravo para viver como um nababo. Quem tem uma empresa, ou um escritório de advocacia, ou seja lá o que for, não poder ser deputado da Nação, tem sempre interesses cruzados, e isso leva a compadrios, que são, à boa maneira portuguesa, eufemismos para designar corrupção, seja ela púnivel por Lei ou apenas e só eticamente incorrecta, e é de ética, essencialmente, que aqui se trata.
Ética e moral é que falta a este país, falta espinha, falta arcaboiço para serem Homens e Mulheres com LETRA GRANDE.
Concluo com uma frase que um general romano, chocado com a barbárie e violência gratuita, proferiu ao ver a destruição que eles romanos fizeram a Cartago (queimaram a cidade, massacraram a população e salgaram a terra para que nada lá crescesse) "delenda est cartago", lato senso, destruir-se-hão a si mesmos. Será isso que acontecerá a este país se não se mudar de caminho...
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