As fotografias que publiquei hoje ilustram bem o que vai mal no nosso pais. Há porcos demais, e quase todos de fora. O local encontra-se na "fronteira" entre o distrito de Beja e de Setúbal na estrada entre a via rápida para o Algarve no cruzamento das Ermidas e Canhestros|Ferreira. É um lugar da paragem, e usado frequentemente para quem viaja e está cansado, e não, há muitos anos que ali passo e só deve ser limpo anualmente, provavelmente porque já desistiram, porque cada porcalhão que ali pára caga, come e mija tudo, e não limpa. A questão não é o acto, é a cultura, eu nunca atiro papéis para o chão, nem faço lixo em lado nenhum. FUI ENSINADO ASSIM. Esse é o problema, a escola manda estudar, o papá manda desenrascar, a educação manda apanhar o lixo e por no caixote do lixo, mas a mamã joga o papel do gelado, o maço de cigarros vazio para o chão. E cada pedaço de merda que anda neste pais cospe para o chão, coça os genitais em público e acha muito giro...
Bem vindo á Porcalhota, onde acham que ser porco é português! Idiotas...
E o pior de tudo é que quem não é assim, quem não se comporta dessa forma é o parvo...
Bem, prefiro ser parvo a ser porco, pelo menos cheiro melhor...
Ser português não é porco, nem coitadinho, nem todas as merdas que nos tem alimentado, o deixa andar é o motivo pelo qual estamos no estado em que estamos, porque ninguém se interessa e porque não nos respeitamos nem a nós próprios, nem os outros. Os portugueses que, durante a última palhaçada futebolística, foram avisados, na Suiça, pelas autoridades, para NÃO fazerem barulho depois das 21 horas,porque as pessoas tinham de descansar e NÃO seria permitido barulhos, o que fizeram?...
Barulho, e foram presos, e ficaram muito indignados, porque acharam que era como cá, onde essas palhaçadas são autorizadas. É assim que uma democracia funciona, a nossa liberdade termina quando interfere com as dos outros, existem regras para cumprir, existem limites, e existem formas de viver que tem de ser compreendidas, e isso só é feito através da educação. Em Portugal, a falta de cultura é apelidada de "cultura popular", e os ricaços, melhor, abutres, que vivem no alto da "pirâmide social", gostam dessa situação, porque enquanto todos andam preocupados em morderem-se uns aos outros ninguém pára para pensar nas merdas que eles fazem, como o presente que nos deram ultimamente.
A última foi o fXderem a economia e agora ser-mos nós a pagar. Iam "dividir" os esforços, iam "repartir" as responsabilidades mas nem sequer vão aumentar os impostos dos mais ricos, ou seja, só os pobres, que somos quase todos hoje em dia, de uma maneira ou outra, ou os "boys" do sistema que ganham mais do que 2 ou 4000 euros mensais é que vão pagar. Os "boys" estão-se a lixar, fazem menos um fim-de-semana no Algarve ou compram menos um telemóvel, e, na prática e com contabilidade criativa, safam-se sem pagar quase nada. Os mesmos ricos,os "CEOs" mais um anglicismo que gente sem inteligência usa para tentar-se mostrar-se esperta, os DONOS deste pais não pagam um tostão e ainda vão comer do que ai vêm... É sempre a mesma porcaria, e enquanto não largar-mos os velhos partidos com as mesmas conversas, porque eles são todos iguais, sejam comunistas ou sociais democratas ou um ismo qualquer, e fazem exactamente a mesma porcaria quando chegam ao poder. Comem, comem e dão de comer aos abutres como eles, e os media estão completamente de concluio com eles. As notícias resumem-se a discursos e contra discursos de políticos de "cores diferentes" 70 % de bola, meia dúzia de idiotices e um notícia válida, tudo, como o resto da programação, entre-cortado por toneladas de horas de publicidade - sim, quis mesmo escrever assim, toneladas de horas.
E a minha posição não é pessimista, é realista, é pragmática, e isso é o facto que mais me entristece.
Bem, também ninguém vai ler isto, por isso, que se lixe...
domingo, 4 de setembro de 2011
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Acho que a situaçao politica dos sapos e da perestroika estao intrisecamente relacionados com a falta de acentos nesta frase.
O meu teclado tem espaços entre as teclas, e eu acho que uma raça de micro-extraterrestres construiu lá uma base como meio de exploração das planícies de pó onde vivem os grãos de pó mutantes que querem dominar o mundo microbiano. Acho que andam outra vez a fundir metal para as naves, as teclas saltam e hás vezes cheira a puns. Daqueles mesmo fedorendos!...
vou deixar bigode e uma pera,como aquelas figuras estranhas dos filmes noir...
Existe algo de estranho na factualidade descrita nos menus do macdonaldis, acho que é um plano para dominar a indústria das batatas fritas gordurosas e destronar as bolas de berlin como o snack de praia favorito dos portugueses. Os conglomerados de aipos e alhos porro do Porto, conjuntamente com as companhias de carne de porco à alentejana e pão saloio querem transformar as praias em gigantescas tabernas cibernéticas, como modo de assegurar a súbida ao poder dos gigantones de Mafra, dos Gaiteiros de Miranda e do Grupo Coral de Cantares Alentejanos de Aljustrel. Andam a passar mensagens em código morse através das redes sociais e com a ajuda do clube de xadres de Alanda.Hum! Acho que este iogurte não está bom, mesmo sendo de kiwi não me parece que deva ser verde...
E o que dizer das eleições? Eu acho que ... Bem, na verdade não acho nada, a única diferença com uma ditadura é que em vez de dizerem VOTA EM MIM OU ENTÃO!!! Dizem VOTA NELE OU EM MIM, OU NÃO VOTES, TÁS F**IDO NA MESMA!!!
Não, não vou comer este iogurte, acho que vou comer esta banana... Mas é tão tarde! Vou mas é comer Nestum e dormir...
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Em casa com pouco pão todos discutem...
Em casa onde há pouco pão, todos discutem e ninguém tem razão...
Assim parece este país. Procuram-se agora as razões pelas quais um país com mais de 800 anos de história, como Portugal, e tantas potencialidades, se encontra no estado em que está, e ninguém parece ter coragem de dizer o que se tem de dizer. Quiseram construir auto-estradas quando precisamos de estradas, quiseram estádios de futebol quando precisamos de escolas e universidades, e os políticos em vez de governar deram ao povo aquilo que ele queria, pão (subsídios) e circo (bola). Não me quero fazer mais que os outros, e refiro que os meus pais pensam da mesma maneira, mas a bola a mim nunca me seduziu, nunca passou do prazer de chutar uma bola com amigos num dia quente de Verão, e sentir a adrenalina de defender um remate ou marcar um golo. Para mim sempre foi alegria, nunca paixão, nem tampouco fanatismo, e ultimamente criei um ódio às notícias que se focam exclusivamente na bola e nas palhaçadas dos demagogocratas que nos governam.
Pedem sacrifícios, mas enquanto cortam nos salários de quem trabalha, porque na Função Pública trabalha-se, renovam frotas de carros e abotoam-se com mil e uma desculpas para obterem lucros e favores. Invocam 25´s de Abris quando na verdade, visto pela história, não passa de uma data no calendário, de mais um exemplo do fanatismo e da estupidez, conversas de pseudo-revolucionários, filhos e sobrinhos de leais apoiantes do Regime que se limitaram a substituir os papás no governo deste país.
E quem trabalha, quem fala no café, não se queixa, engole as palavras em cobardia, quando deveria expressar a sua vontade nas eleições, nas cartas aos políticos, aos deputados, aos agentes políticos, e recusando-se em participar na palhaçada diária que são os Media neste país.
Portugal está pior que os EUA, é uma colóniazinha, que até já foi ocupada pelo exército invasor que é o FMI. E a esquerda e a direita, os segundos por omissão e os primeiros porque f*deram este país com as nacionalizações selvagens e políticas de m*rda depois do 25 de Abril, agora fazem-se de nacionalistas, quando na verdade estão, uma vez mais, a saltar para tacho. Digo sem medo, sou um cidadão de Portugal, denuncio os políticos deste país como incompetentes, que enchem o aparelho do Estado com boys, quando na verdade nós precisamos é de gente nas esquadras de polícia, nos Tribunais (sim, com capitais, é um órgão de soberania), nos hospitais, nas políticas de proximidade. Não precisamos nem queremos mil e um funcionários enfiados em lugares políticos nas Câmaras, nas empresas "públicas", que não passam de máscaras convenientes para esconder os lugares que se reservam para os políticos. Empresas públicas que dão sempre prejuízo, de uma maneira ou de outra, e que substituiem trabalho que deveria ser feito pelo Estado. Os nossos impostos, de todos, até dos funcionários públicos, porque há aqueles que trabalham, e digo-o por experiência própria, porque quando trabalho, dou 110 %, deveriam pagar estradas, pontes, ferrovias e o minímo necessário para uma sociedade funcionar.
Se os serviços dão prejuízo, concentrem-nos, não criem empresas "públicas", nem "institutos", ou descendentes, façam como no resto do mundo, nos locais pequenos, concentrem o médico, os correios, o que for necessário, nas Juntas de Freguesia, de modo a que os serviços estejam à disposição de todos os cidadãos, e não apenas daqueles que tem a sorte, ou azar, de residir ns grandes centros urbanos.
Criem meios para as pessoas poderem educar-se convenientemente, o ensino à distância é mais eficaz e correcto que andarem para ai a justificar os conhecimentos de alguém para darem o 12.º ano a quem fez a quarta classe. Promover este tipo de especialização, que obriga a um maior rigor de como as matérias são ensinadas aos discentes é muito mais correcto do que tentar criar números artificiais de educação, de tentar tapar o Sol com uma peneira dizendo que X% da população tem um nível de educação quando na verdade não o tem. E falar da qualidade de ensino nas escolas é abrir uma caixa de porcaria que não acaba nunca. As nossas escolas são, e sempre foram, ineficazes e incapazes de educar, por MUITA culpa dos pais que julgam que é a escola que educa os filhos DELES e não eles próprios, que se divorciam dessa responsabilidade.
É incrível que andem a falar de coisas que não interessam ao país e quando falam daquelas que nos interessam, fazem espetáculos de cores e desinformação que não informa, e depois enfiam meia dúzia de futilidades, de casamentos reais de gente que não interessa, e de bola, para encherem chouriços na televisão.
O facto é que o déficit está no aparelho político, nas chamadas parcerias público privadas, que são, na verdade, parcerias em que o Estado, ou seja, nós, paga TUDO e os privados que fazem o trabalho só tem os lucros, resumindo, lucros para os privados, custos para o Estado. O Estado tem de fazer render o seu trabalho, tem de ser ágil e competitivo, e as privatizações não resolvem nada, porque são mal feitas e o Estado privatiza aquilo que dá lucro, e fica com o que dá prejuízo.
O nosso déficit são os deputados e todo o aparelho que está por detrás deles, os milhares a receber e a gastar, não são os Serviços de Saúde, Justiça e Segurança Social, porque estes últimos, são obrigações do Estado e os políticos, recebem bem demais e são demais.
Se recebem mais não tem de ter batatinhas, não lhes temos de pagar viagens a Bruxelas, se são deputados na União Europeia e assim recebem, então que paguem as viagens do seu salário. Um político só tem de receber em actos de Estado, e ainda assim deve usar os meios do Estado, deve usar carros das forças policiais, por exemplo, e ficar em instalações das Autarquias, por exemplo. Não temos obrigação, que não seja aquela do respeito e de ouvir, de pagar reformas milionárias e mordomias a ex-chefes de estado e políticos, as reformas devem ter um tecto máximo e um mínimo, que deverá ser aquele do ordenado mínimo nacional, minimo considerado para alguém viver de forma condigna. Os detidos tem de ver os seus direitos respeitados, mas tem, em contrapartida, de pagar a sua dívida para com a sociedade, e trabalhar se for necessário, para pagar a dormida e a comida. Os presos deveriam limpar florestas e estradas, recebendo salário, evidentemente, ao qual se retiraria os custos da sua estadia forçada, isso daria a essas pessoas um sentimento de justiça, de que estão lá dentro, mas ainda são cidadãos, que merecem o nosso respeito, independentemente daquilo que os colocou naquele local, e quando sairem, ninguém lhes poderá dizer que "estiveram lá dentro a viver às nossas custas"...
Dar dignidade aos cargos políticos, dar-lhe sentido de missão, promover o consumo e produção dos nossos produtos, com isenções, com melhores vias de comunicação, com o que for necessário, respeitar os funcionários públicos, os juízes, os polícias, aqueles que trabalham para o nosso bem estar, e denunciar aqueles que não desempenham bem o seu cargo. E não nos podemos arrogar direitos sem cumprir os nossos deveres, temos de nos por no lugar do outro, temos de tentar conseguir um meio termo, saber porquê as coisas são de uma determinada maneira, porque é que são necessários determinados procedimentos. E se achar-mos que algo deve mudar, temos de obrigar os políticos a mudar, eles tem de ouvir o povo, tem de ser menos e melhores. Um político tem de ser obrigado, moralmente, a só desempenhar o seu trabalho, quem recebe mais de 4000 € mensais não se pode queixar, tem de dar graças a Deus, e tem, certamente, dinheiro para a gasolina, e para as passagens de avião. Se quiser fazer vida de rei, então que faça outra coisa, que trabalhe como um escravo para viver como um nababo. Quem tem uma empresa, ou um escritório de advocacia, ou seja lá o que for, não poder ser deputado da Nação, tem sempre interesses cruzados, e isso leva a compadrios, que são, à boa maneira portuguesa, eufemismos para designar corrupção, seja ela púnivel por Lei ou apenas e só eticamente incorrecta, e é de ética, essencialmente, que aqui se trata.
Ética e moral é que falta a este país, falta espinha, falta arcaboiço para serem Homens e Mulheres com LETRA GRANDE.
Concluo com uma frase que um general romano, chocado com a barbárie e violência gratuita, proferiu ao ver a destruição que eles romanos fizeram a Cartago (queimaram a cidade, massacraram a população e salgaram a terra para que nada lá crescesse) "delenda est cartago", lato senso, destruir-se-hão a si mesmos. Será isso que acontecerá a este país se não se mudar de caminho...
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terça-feira, 15 de março de 2011
No dia de Hoje
No dia de hoje testemunhei uma vez mais a estupidez da maioria dos meus concidadãos e o desprendimento com que agem como idiotas alegres a caminho da forca.
Temos um primeiro ministro com quem, pessoalmente, não simpatizo, mas que compreendo, compreendo, por exemplo, que teve de tomar medidas que poderiam ser mais eficazes se fossem acompanhadas por outras que alargassem o sacrifício que é pedido aos cidadãos a áreas controladas pelos lobbys e pelos "boys" em geral. Os cortes deveriam começar na estrutura politico partidária dos ministérios, em bom português cargos de chefia, secretarias, subsecretarias, e outras P**carias, e nos aparelhos dos municípios. Todo o português sabe que está nas Câmaras - não falo do funcionário comum, que desempenha uma tarefa em troca de uma remuneração, muitas vezes mais baixas daquela que receberia no sector privado - quem os partidos querem que esteja. Presidentes, os assessores, os gabinetes jurídicos, os pelouros - seria melhor que lhes chamassem poleiros - são ocupados não pelos mais qualificados e capazes e sim por aqueles que pertencem a esta ou aquela cor política ou que são filhos deste ou daquele fulano importante.
Os custos que essa gente causa suga dinheiro, meios e tempo que poderiam ser gastos a resolver problemas de falta de pessoal na justiça, na saúde, e em empresas públicas - outra chulisse - que realmente servissem o cidadão e criassem lucro e empregos. Um pequeno exemplo, se se utilizasse gabinetes próprios para gerir os gabinetes de contencioso jurídico das câmaras, usando em primeiro lugar os meios disponíveis no aparelho do Estado, e depois gerando empregos empregando meios do privado, poderia-se efectuar as mesmas tarefas com um quarto das despesas. Passo a explicar:
Se a Câmara "A" tiver 2 "técnicos" jurídicos, a "B" mais 2, a "C" mais 2, e dai para a frente, ter-se-há de retirar do erário público 2 ordenados, 4 subsídios de natal e férias, 2 despesas de "deslocações" - traduzindo, dinheiro para a gasolina e para almoçar à conta do Zé Povinho - e, bem parece-me que percebem a minha ideia, dai para a frente. Ora, se tivermos um gabinete fixo, com um quadro, onde situações como ausências por férias, por doença, por maternidade/paternidade, etc, estiverem previstas, teremos situações orçamentais que poderão ser calculadas e compartimentadas em sede de orçamento. O que temos agora é o caos, nem mais, nem menos, e o despesismo com fundos que são de todos nós.
O mesmo exemplo se aplica aos ministérios, porque não existe nenhuma necessidade de ter mil e uma secretarias e sub-secretarias para tratar dos mesmos assuntos. Uma pessoa deveria poder resolver uma situação concreta, de natureza igual e intrínseca no mesmo local. Se eu vou comprar uma casa, deveria poder, no mesmo local, de a comprar, liquidar impostos e legalizar, não deveria ter de passar por mil e um caminhos, o mesmo se aplica à criação de empresas e comunicações entre ministérios. Mais um exemplo, se um Tribunal precisa de uma informação, a situação contributiva de um cidadão, por exemplo, deveria poder efectuar esses pedidos via electrónica - vulgo email - de modo a poupar correio, papel e tempo da pessoa que tem de efectuar o pedido, e de forma directa, desde que dentro dos limites da lei, o mesmo se dizendo a comunicações entre outros ministérios e órgãos de soberania. São pequenas medidas que alterariam profundamente a nossa vida, e o rendimento do aparelho do Estado.
As auto-estradas, precisamos assim tanto de tantas? Resposta: NÃO. As auto-estradas são sorvedouros desnecessários de capital, do que nós precisamos é de uma rede viária em condições e de pessoas que saibam viajar nelas. Precisamos de uma rede ferroviária eficaz e abrangente para o transporte de pessoas e bens, principalmente agora que o petróleo sobe cada vez que o mundo dá um soluço. O dinheiro investido em TGV´s - nem vou falar deste - e em auto-estradas poderia ser aplicado em obras de engenharia e recuperação das estradas nacionais e municipais. Porque ai é que reside o problema, tentar criar auto-estradas em todo o lado cria a situação que temos agora, auto-estradas a pagantes que ninguém pode usar e estradas nacionais e municipais atravancadas de trânsito sem o mínimo de condições...
E as pessoas continuam a comportar-se como idiotas, se no Natal açambarcaram açúcar, na Páscoa andam a açambarcar gasolina, com medo da greve dos camionistas. Isso é um crime, açambarcar é um crime contra a sociedade e contra ao nosso concidadão. Se eu preciso de um pacote de açúcar e existem três e eu levo três em vez de levar um, estou a negar o direito ao produto a dois cidadãos e, lato sensum, a dos agregados familiares. Mas as pessoas continuam a importar-se apenas e só consigo, e estão-se a borrifar para os outros, como o estão nas ruas, nas estradas e na sociedade em geral. Porque o pequeno verniz de boa educação e moral, CRISTÃ, que mantinha a sociedade coesa, desvaneceu-se, foi atirado para o lixo, e hoje vivemos não uma República de Bananas mas de Bestas, porque de bestas aqui se trata de denunciar.
Eu tento ser menos besta que os outros, procuro ser, pelo menos, educado e cordato, mas hás vezes sou forçado a ser besta com as bestas que me rodeiam, e isso enoja-me.
Por isso, no dia de hoje eu estou triste, triste por ver no balde de M**da em que se tornou este país.
António Rainha
Temos um primeiro ministro com quem, pessoalmente, não simpatizo, mas que compreendo, compreendo, por exemplo, que teve de tomar medidas que poderiam ser mais eficazes se fossem acompanhadas por outras que alargassem o sacrifício que é pedido aos cidadãos a áreas controladas pelos lobbys e pelos "boys" em geral. Os cortes deveriam começar na estrutura politico partidária dos ministérios, em bom português cargos de chefia, secretarias, subsecretarias, e outras P**carias, e nos aparelhos dos municípios. Todo o português sabe que está nas Câmaras - não falo do funcionário comum, que desempenha uma tarefa em troca de uma remuneração, muitas vezes mais baixas daquela que receberia no sector privado - quem os partidos querem que esteja. Presidentes, os assessores, os gabinetes jurídicos, os pelouros - seria melhor que lhes chamassem poleiros - são ocupados não pelos mais qualificados e capazes e sim por aqueles que pertencem a esta ou aquela cor política ou que são filhos deste ou daquele fulano importante.
Os custos que essa gente causa suga dinheiro, meios e tempo que poderiam ser gastos a resolver problemas de falta de pessoal na justiça, na saúde, e em empresas públicas - outra chulisse - que realmente servissem o cidadão e criassem lucro e empregos. Um pequeno exemplo, se se utilizasse gabinetes próprios para gerir os gabinetes de contencioso jurídico das câmaras, usando em primeiro lugar os meios disponíveis no aparelho do Estado, e depois gerando empregos empregando meios do privado, poderia-se efectuar as mesmas tarefas com um quarto das despesas. Passo a explicar:
Se a Câmara "A" tiver 2 "técnicos" jurídicos, a "B" mais 2, a "C" mais 2, e dai para a frente, ter-se-há de retirar do erário público 2 ordenados, 4 subsídios de natal e férias, 2 despesas de "deslocações" - traduzindo, dinheiro para a gasolina e para almoçar à conta do Zé Povinho - e, bem parece-me que percebem a minha ideia, dai para a frente. Ora, se tivermos um gabinete fixo, com um quadro, onde situações como ausências por férias, por doença, por maternidade/paternidade, etc, estiverem previstas, teremos situações orçamentais que poderão ser calculadas e compartimentadas em sede de orçamento. O que temos agora é o caos, nem mais, nem menos, e o despesismo com fundos que são de todos nós.
O mesmo exemplo se aplica aos ministérios, porque não existe nenhuma necessidade de ter mil e uma secretarias e sub-secretarias para tratar dos mesmos assuntos. Uma pessoa deveria poder resolver uma situação concreta, de natureza igual e intrínseca no mesmo local. Se eu vou comprar uma casa, deveria poder, no mesmo local, de a comprar, liquidar impostos e legalizar, não deveria ter de passar por mil e um caminhos, o mesmo se aplica à criação de empresas e comunicações entre ministérios. Mais um exemplo, se um Tribunal precisa de uma informação, a situação contributiva de um cidadão, por exemplo, deveria poder efectuar esses pedidos via electrónica - vulgo email - de modo a poupar correio, papel e tempo da pessoa que tem de efectuar o pedido, e de forma directa, desde que dentro dos limites da lei, o mesmo se dizendo a comunicações entre outros ministérios e órgãos de soberania. São pequenas medidas que alterariam profundamente a nossa vida, e o rendimento do aparelho do Estado.
As auto-estradas, precisamos assim tanto de tantas? Resposta: NÃO. As auto-estradas são sorvedouros desnecessários de capital, do que nós precisamos é de uma rede viária em condições e de pessoas que saibam viajar nelas. Precisamos de uma rede ferroviária eficaz e abrangente para o transporte de pessoas e bens, principalmente agora que o petróleo sobe cada vez que o mundo dá um soluço. O dinheiro investido em TGV´s - nem vou falar deste - e em auto-estradas poderia ser aplicado em obras de engenharia e recuperação das estradas nacionais e municipais. Porque ai é que reside o problema, tentar criar auto-estradas em todo o lado cria a situação que temos agora, auto-estradas a pagantes que ninguém pode usar e estradas nacionais e municipais atravancadas de trânsito sem o mínimo de condições...
E as pessoas continuam a comportar-se como idiotas, se no Natal açambarcaram açúcar, na Páscoa andam a açambarcar gasolina, com medo da greve dos camionistas. Isso é um crime, açambarcar é um crime contra a sociedade e contra ao nosso concidadão. Se eu preciso de um pacote de açúcar e existem três e eu levo três em vez de levar um, estou a negar o direito ao produto a dois cidadãos e, lato sensum, a dos agregados familiares. Mas as pessoas continuam a importar-se apenas e só consigo, e estão-se a borrifar para os outros, como o estão nas ruas, nas estradas e na sociedade em geral. Porque o pequeno verniz de boa educação e moral, CRISTÃ, que mantinha a sociedade coesa, desvaneceu-se, foi atirado para o lixo, e hoje vivemos não uma República de Bananas mas de Bestas, porque de bestas aqui se trata de denunciar.
Eu tento ser menos besta que os outros, procuro ser, pelo menos, educado e cordato, mas hás vezes sou forçado a ser besta com as bestas que me rodeiam, e isso enoja-me.
Por isso, no dia de hoje eu estou triste, triste por ver no balde de M**da em que se tornou este país.
António Rainha
domingo, 6 de março de 2011
Novidades
Hoje dei-me ao trabalho de trabalhar um pouco neste Blogue e na minha página no youtube, criei ligações para a página e coloquei uma imagem. Vou tentar dar alguma de consistência a tudo, a este blogue como à página no youtube, estou a criar os videos para apresentar as minhas primeiras músicas mais trabalhadas. Ando a explorar sonoridades diferentes, metal, sons sintéticos, sincréticos, naturais e outros. Não me quero limitar a uma fronteira, estou a terminar o meu livro de poesia e textos poéticos e alguns contos, bizarros, como eu, e irei publicar regularmente um género de "novela" ou contos regulares, neste blogue.
A todos uma boa noite!
A todos uma boa noite!
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