No dia de hoje testemunhei uma vez mais a estupidez da maioria dos meus concidadãos e o desprendimento com que agem como idiotas alegres a caminho da forca.
Temos um primeiro ministro com quem, pessoalmente, não simpatizo, mas que compreendo, compreendo, por exemplo, que teve de tomar medidas que poderiam ser mais eficazes se fossem acompanhadas por outras que alargassem o sacrifício que é pedido aos cidadãos a áreas controladas pelos lobbys e pelos "boys" em geral. Os cortes deveriam começar na estrutura politico partidária dos ministérios, em bom português cargos de chefia, secretarias, subsecretarias, e outras P**carias, e nos aparelhos dos municípios. Todo o português sabe que está nas Câmaras - não falo do funcionário comum, que desempenha uma tarefa em troca de uma remuneração, muitas vezes mais baixas daquela que receberia no sector privado - quem os partidos querem que esteja. Presidentes, os assessores, os gabinetes jurídicos, os pelouros - seria melhor que lhes chamassem poleiros - são ocupados não pelos mais qualificados e capazes e sim por aqueles que pertencem a esta ou aquela cor política ou que são filhos deste ou daquele fulano importante.
Os custos que essa gente causa suga dinheiro, meios e tempo que poderiam ser gastos a resolver problemas de falta de pessoal na justiça, na saúde, e em empresas públicas - outra chulisse - que realmente servissem o cidadão e criassem lucro e empregos. Um pequeno exemplo, se se utilizasse gabinetes próprios para gerir os gabinetes de contencioso jurídico das câmaras, usando em primeiro lugar os meios disponíveis no aparelho do Estado, e depois gerando empregos empregando meios do privado, poderia-se efectuar as mesmas tarefas com um quarto das despesas. Passo a explicar:
Se a Câmara "A" tiver 2 "técnicos" jurídicos, a "B" mais 2, a "C" mais 2, e dai para a frente, ter-se-há de retirar do erário público 2 ordenados, 4 subsídios de natal e férias, 2 despesas de "deslocações" - traduzindo, dinheiro para a gasolina e para almoçar à conta do Zé Povinho - e, bem parece-me que percebem a minha ideia, dai para a frente. Ora, se tivermos um gabinete fixo, com um quadro, onde situações como ausências por férias, por doença, por maternidade/paternidade, etc, estiverem previstas, teremos situações orçamentais que poderão ser calculadas e compartimentadas em sede de orçamento. O que temos agora é o caos, nem mais, nem menos, e o despesismo com fundos que são de todos nós.
O mesmo exemplo se aplica aos ministérios, porque não existe nenhuma necessidade de ter mil e uma secretarias e sub-secretarias para tratar dos mesmos assuntos. Uma pessoa deveria poder resolver uma situação concreta, de natureza igual e intrínseca no mesmo local. Se eu vou comprar uma casa, deveria poder, no mesmo local, de a comprar, liquidar impostos e legalizar, não deveria ter de passar por mil e um caminhos, o mesmo se aplica à criação de empresas e comunicações entre ministérios. Mais um exemplo, se um Tribunal precisa de uma informação, a situação contributiva de um cidadão, por exemplo, deveria poder efectuar esses pedidos via electrónica - vulgo email - de modo a poupar correio, papel e tempo da pessoa que tem de efectuar o pedido, e de forma directa, desde que dentro dos limites da lei, o mesmo se dizendo a comunicações entre outros ministérios e órgãos de soberania. São pequenas medidas que alterariam profundamente a nossa vida, e o rendimento do aparelho do Estado.
As auto-estradas, precisamos assim tanto de tantas? Resposta: NÃO. As auto-estradas são sorvedouros desnecessários de capital, do que nós precisamos é de uma rede viária em condições e de pessoas que saibam viajar nelas. Precisamos de uma rede ferroviária eficaz e abrangente para o transporte de pessoas e bens, principalmente agora que o petróleo sobe cada vez que o mundo dá um soluço. O dinheiro investido em TGV´s - nem vou falar deste - e em auto-estradas poderia ser aplicado em obras de engenharia e recuperação das estradas nacionais e municipais. Porque ai é que reside o problema, tentar criar auto-estradas em todo o lado cria a situação que temos agora, auto-estradas a pagantes que ninguém pode usar e estradas nacionais e municipais atravancadas de trânsito sem o mínimo de condições...
E as pessoas continuam a comportar-se como idiotas, se no Natal açambarcaram açúcar, na Páscoa andam a açambarcar gasolina, com medo da greve dos camionistas. Isso é um crime, açambarcar é um crime contra a sociedade e contra ao nosso concidadão. Se eu preciso de um pacote de açúcar e existem três e eu levo três em vez de levar um, estou a negar o direito ao produto a dois cidadãos e, lato sensum, a dos agregados familiares. Mas as pessoas continuam a importar-se apenas e só consigo, e estão-se a borrifar para os outros, como o estão nas ruas, nas estradas e na sociedade em geral. Porque o pequeno verniz de boa educação e moral, CRISTÃ, que mantinha a sociedade coesa, desvaneceu-se, foi atirado para o lixo, e hoje vivemos não uma República de Bananas mas de Bestas, porque de bestas aqui se trata de denunciar.
Eu tento ser menos besta que os outros, procuro ser, pelo menos, educado e cordato, mas hás vezes sou forçado a ser besta com as bestas que me rodeiam, e isso enoja-me.
Por isso, no dia de hoje eu estou triste, triste por ver no balde de M**da em que se tornou este país.
António Rainha
Temos um primeiro ministro com quem, pessoalmente, não simpatizo, mas que compreendo, compreendo, por exemplo, que teve de tomar medidas que poderiam ser mais eficazes se fossem acompanhadas por outras que alargassem o sacrifício que é pedido aos cidadãos a áreas controladas pelos lobbys e pelos "boys" em geral. Os cortes deveriam começar na estrutura politico partidária dos ministérios, em bom português cargos de chefia, secretarias, subsecretarias, e outras P**carias, e nos aparelhos dos municípios. Todo o português sabe que está nas Câmaras - não falo do funcionário comum, que desempenha uma tarefa em troca de uma remuneração, muitas vezes mais baixas daquela que receberia no sector privado - quem os partidos querem que esteja. Presidentes, os assessores, os gabinetes jurídicos, os pelouros - seria melhor que lhes chamassem poleiros - são ocupados não pelos mais qualificados e capazes e sim por aqueles que pertencem a esta ou aquela cor política ou que são filhos deste ou daquele fulano importante.
Os custos que essa gente causa suga dinheiro, meios e tempo que poderiam ser gastos a resolver problemas de falta de pessoal na justiça, na saúde, e em empresas públicas - outra chulisse - que realmente servissem o cidadão e criassem lucro e empregos. Um pequeno exemplo, se se utilizasse gabinetes próprios para gerir os gabinetes de contencioso jurídico das câmaras, usando em primeiro lugar os meios disponíveis no aparelho do Estado, e depois gerando empregos empregando meios do privado, poderia-se efectuar as mesmas tarefas com um quarto das despesas. Passo a explicar:
Se a Câmara "A" tiver 2 "técnicos" jurídicos, a "B" mais 2, a "C" mais 2, e dai para a frente, ter-se-há de retirar do erário público 2 ordenados, 4 subsídios de natal e férias, 2 despesas de "deslocações" - traduzindo, dinheiro para a gasolina e para almoçar à conta do Zé Povinho - e, bem parece-me que percebem a minha ideia, dai para a frente. Ora, se tivermos um gabinete fixo, com um quadro, onde situações como ausências por férias, por doença, por maternidade/paternidade, etc, estiverem previstas, teremos situações orçamentais que poderão ser calculadas e compartimentadas em sede de orçamento. O que temos agora é o caos, nem mais, nem menos, e o despesismo com fundos que são de todos nós.
O mesmo exemplo se aplica aos ministérios, porque não existe nenhuma necessidade de ter mil e uma secretarias e sub-secretarias para tratar dos mesmos assuntos. Uma pessoa deveria poder resolver uma situação concreta, de natureza igual e intrínseca no mesmo local. Se eu vou comprar uma casa, deveria poder, no mesmo local, de a comprar, liquidar impostos e legalizar, não deveria ter de passar por mil e um caminhos, o mesmo se aplica à criação de empresas e comunicações entre ministérios. Mais um exemplo, se um Tribunal precisa de uma informação, a situação contributiva de um cidadão, por exemplo, deveria poder efectuar esses pedidos via electrónica - vulgo email - de modo a poupar correio, papel e tempo da pessoa que tem de efectuar o pedido, e de forma directa, desde que dentro dos limites da lei, o mesmo se dizendo a comunicações entre outros ministérios e órgãos de soberania. São pequenas medidas que alterariam profundamente a nossa vida, e o rendimento do aparelho do Estado.
As auto-estradas, precisamos assim tanto de tantas? Resposta: NÃO. As auto-estradas são sorvedouros desnecessários de capital, do que nós precisamos é de uma rede viária em condições e de pessoas que saibam viajar nelas. Precisamos de uma rede ferroviária eficaz e abrangente para o transporte de pessoas e bens, principalmente agora que o petróleo sobe cada vez que o mundo dá um soluço. O dinheiro investido em TGV´s - nem vou falar deste - e em auto-estradas poderia ser aplicado em obras de engenharia e recuperação das estradas nacionais e municipais. Porque ai é que reside o problema, tentar criar auto-estradas em todo o lado cria a situação que temos agora, auto-estradas a pagantes que ninguém pode usar e estradas nacionais e municipais atravancadas de trânsito sem o mínimo de condições...
E as pessoas continuam a comportar-se como idiotas, se no Natal açambarcaram açúcar, na Páscoa andam a açambarcar gasolina, com medo da greve dos camionistas. Isso é um crime, açambarcar é um crime contra a sociedade e contra ao nosso concidadão. Se eu preciso de um pacote de açúcar e existem três e eu levo três em vez de levar um, estou a negar o direito ao produto a dois cidadãos e, lato sensum, a dos agregados familiares. Mas as pessoas continuam a importar-se apenas e só consigo, e estão-se a borrifar para os outros, como o estão nas ruas, nas estradas e na sociedade em geral. Porque o pequeno verniz de boa educação e moral, CRISTÃ, que mantinha a sociedade coesa, desvaneceu-se, foi atirado para o lixo, e hoje vivemos não uma República de Bananas mas de Bestas, porque de bestas aqui se trata de denunciar.
Eu tento ser menos besta que os outros, procuro ser, pelo menos, educado e cordato, mas hás vezes sou forçado a ser besta com as bestas que me rodeiam, e isso enoja-me.
Por isso, no dia de hoje eu estou triste, triste por ver no balde de M**da em que se tornou este país.
António Rainha

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